ESTIVE ATUALIZANDO MEUS CONHECIMENTOS PROCURANDO PUBLICAÇÕES REFERENTE AOS CUIDADOS QUE DEVEMOS TOMAR PARA DESENVOLVER UMA PRÉ-TEMPORADA ADEQUADA NESTE MOMENTO DE RETORNO DOS ATLETAS APÓS UMA BREVE PARADA DE ALGUNS ATLETAS E PÓS FESTAS DE FINAL DE ANO.
ME DEPAREI COM UMA MATÉRIA PUBLICADA PELO FUTEBOL INTERIOR DESENVOLVIDA COM MUITA PROPRIEDADE, DETALHADA E MUITO SEGURA DO PROF. CLODOALDO DECHICHI. INFELIZMENTE, NÃO CONSEGUI O CONTATO COM O MESMO PARA QUE ELE PUDESSE PERMITIR A PUBLICAÇÃO DA MATÉRIA EM MEU BLOG.
TIVE O PRAZER DE LER VÁRIAS VEZES ESTA PUBLICAÇÃO. COM MUITA FELICIDADE DE UM GRANDE PROFISSIONAL, O PROF. CLODOALDO DECHICHI ABORDOU TEMAS IMPORTANTÍSSIMOS PARA SEGURANÇA DO DESENVOLVIMENTO DAS CARGAS DE TRABALHO INDIVIDUALIZANDO O TREINAMENTO AOS ATLETAS.
NÃO TIVE DÚVIDAS, VOU PUBLICÁ-LA NO MEU BLOG E ESPERO NÃO TER PROBLEMAS... NÃO PODERIA DEIXAR DE MOSTRAR AS PESSOAS QUE ACESSAM MEU BLOG ESTA MARAVILHA.
Formado
em Educação Física e Fisiologia, Clodoaldo Dechichi, é um estudioso na arte de
prepração física de jogadores profissionais. Ex-professor da Faculdade de
Educação Física da PUC - Campinas e fisiologista da Ponte Preta, Dechichi ele
elaborou um texto, mais propriamente um Artigo Científico, sobre a volta dos
atletas às atividades, abordando vários aspectos inerentes. Acompanhe abaixo:
Passadas as festividades natalinas e o encerramento
do período de férias, os jogadores do futebol brasileiro retornam aos treinos
físicos dos seus clubes. Neste início de janeiro os jogadores vêm realizando as
avaliações clínicas e cardiológicas, seguidas dos trabalhos físicos e
preparativos para a temporada 2013.
AVALIAÇÕES CLÍNICAS E CARDIOLÓGICAS
Os exames de avaliações clínicas e cardiológicas são realizados antes mesmo dos
jogadores participarem dos exercícios físicos, objetivando a aptidão aos
treinamentos.
Dentre eles destacam-se os exames
eletrocardiográficos de repouso, de esforço e o eco-cardiograma. Um método
auxiliar indicado pelo meio científico é a mensuração da variabilidade da
freqüência cardíaca (VFC). Todos estes indicadores mostram a condição da saúde
do coração do atleta para a aptidão ao futebol de alto rendimento.
Ainda na
área clínica, os exames em medicina laboratorial sanguínea devem ser avaliados
nesta fase inicial, destacando-se o nível de glicose (glicemia), triglicérides,
colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL, além do exame complementar de
urina.
AVALIAÇÕES FISIOLÓGICAS, BIOQUÍMICAS E BIOMECÂNICAS
No campo da área física, uma das mais importantes avaliações fisiológicas é a
interpretação da ergoespirometria. Um bom exemplo é a mensuração ergométrica da
capacidade aeróbia do jogador, mais conhecido como teste do VO2máx (volume de
oxigênio máximo) na esteira rolante, que representa no exercício a quantidade
máxima de energia que pode ser produzida pelo metabolismo aeróbio em uma determinada unidade de tempo (ml/kg/min),
refletindo na chamada potência aeróbia (quantidade em mol de ATP produzida),
indicando a mais alta captação de oxigênio alcançada pelo jogador respirando o
ar atmosférico.
Além da capacidade funcional ou potência aeróbia,
obtenção das curvas VO2 (volume de oxigênio), VCO (volume de dióxido de
carbono) e VE (ventilação/hiperventilação) o teste analisa o limiar anaeróbio
ventilatório (LV), bem como o ponto de ruptura ventilatória (PRV) e o ponto de
compensação respiratória (PCR), as velocidades (em km/h), os tempos (em
segundos), os volumes de oxigênio (ml/kg/min), as freqüências cardíacas
(batimentos porminuto) por todo o trecho do teste, e por fim, o ponto de
exaustão até a finalização do exercício, cujos dados são imprescindíveis para a
equalização da prescrição de treinos, caracterizando especificidade pelas
interpretações fisiológicas e bioquímicas do referido teste.
A maior
vantagem da avaliação é fornecer o mapeamento completo das respostas
fisiológicas e bioquímicas do jogador perante todo o teste, como por exemplo
processos metabólicos, utilização de substratos energéticos, acidose,
tamponamento, etc.
AVANÇOS DA FISIOLOGIA
As avaliações isocinéticas pelo dinanômetro isocinético constitui um grande
avanço da fisiologia do futebol, no intuito de mensurar a condição muscular da
coxa quanto aos valores absolutos e relativos de torque, do trabalho e da
potência dos extensores e flexores do joelho (2).
Em outras
palavras, as avaliações isocinéticas proporcionam informações sobre o
equilíbrio e a harmonização dos músculos responsáveis pela extensão e flexão de
cada joelho. Uma vez detectado o desequilíbrio entre estes músculos (extensores
e flexores) do jogador de futebol, prescrevem-se exercícios de correção e de
fortalecimento pela utilização dos trabalhos de musculação, trabalhos
proprioceptivos e atividades no meio-líquido, tornando-se possível o
restabelecimento satisfatório do equilíbrio e da harmonia muscular de cada coxa
dos membros inferiores.
O intuito é buscar uma minimização
significativa dos riscos das incidências de lesões osteomioarticulares,
musculares (contratura, estiramento e distensão muscular – graus I, II e III) e
prevenção contra a instabilidade articular do joelho dos futebolistas, bem como
a obtenção da simetria articular do movimento dos músculos agonistas e
antagonistas, melhor controle da cinemática do movimento, o que permitem
deslocamentos e ciclos de rotações mais seguras, melhora da amplitude articular
do joelho pelo aumento da elasticidade.
Os músculos extensores do joelho são o reto femoral, o vasto lateral, o vasto
medial e o vasto intermédio. Estes quatros músculos juntos recebem a
denominação de quadríceps (anteriores da coxa). Já os músculos flexores do
joelho são o bíceps femoral, o semitendinoso e o semimembranoso. São conhecidos
coletivamente como posteriores da coxa ou isquiotibiais.
OUTRAS ANÁLISES IMPORTANTES
As avaliações antropométricas também são importantes nesta fase inicial.
Através de métodos específicos para atletas do futebol, são determinados os valores percentuais de massa
magra (muscular) e de massa gorda (gordura). Os dados são comparados com suas
características atléticas. A partir daí a intervenção nutricional associada aos
exercícios físicos direcionam para o ajuste específico para cada jogador.
Uma
avaliação que começa a ganhar evidência e destaque no futebol brasileiro é a
análise bioquímica laboratorial, cujos trabalhos se utilizam de técnicas e de
metodologias científicas que quantificam as alterações celulares induzidas pelo
estresse provocado pelas demandas físicas do futebol.
As análises são específicas em
diferentes grupos de células musculares, podendo o jogador ser monitorado ao
longo de todo o ano competitivo, através de testes que avaliam capacidades
biomotoras específicas e protocolos de avaliações de campo, bem como análises
sanguíneas, analisando-se plaquetas, plasma, hemácias (hemoglobinas),
metabólitos, interleucinas pró-inflamatórias responsáveis pelo “dano” ou
processo degenerativo ( IL-1β, TNF-α, IL-6) e interleucinas anti-inflamatórias
responsáveis pela remodelagem ou processo regenerativo (IL-6, IL-10 e IL-1ra).
Tais análises proporcionam informações importantes e fidedígnas ao preparador
físico e ao fisiologista do clube, contribuindo na possibilidade de melhoria da
performance física, permitindo-se a obtenção de um grupo mais homogêneo durante
todo o período competitivo, alcançando resultados profiláticos (diminuem-se as
freqüências nos departamentos médicos do clube) e também econômicos,
permitindo-se a individualização parcial das cargas de treinamento e também uma
melhor avaliação dos efeitos da periodização dos treinos executados e, com
isso, importantes intervenções de ajustes para a equalização dos treinamentos e
da recuperação adequada de cada jogador, tornando-se mais específica para o
futebol.
EXAMES LABORATORIAIS NO FUTEBOL
Apoios e intervenções laboratoriais já são aplicados no futebol. O laboratório
do tradicional clube italiano A.C. Milan, denominado Milan Lab, é um dos
maiores centros de pesquisa e investigação científica de alto conteúdo
tecnológico e em desenvolvimento de performance atlética do mundo.
O Milan Lab se utiliza dos
trabalhos bioquímicos laboratoriais para a otimização psicofísica dos seus
atletas, e com isso, vêm alcançando o nível de excelência da performance. O AC
Milan tem conseguido a capacidade de prolongar a carreira dos seus futebolistas
e diminuir significativamente as ocorrências de lesões, melhorando a média de
rendimento dos jogadores nas disputas do campeonato italiano e copas da Europa
(1, 4, 5, 6, 7, 8).
No
Brasil, um dos mais avançados centros de estudos e pesquisas científicas
laboratoriais de bioquímica e de fisiologia do esporte e do futebol é o
Labex-Unicamp (Laboratório de Bioquímica do Exercício da Universidade Estadual
de Campinas), um dos maiores conceitos em Ciência do Futebol da América Latina
e mundial, constituída por uma avançada estrutura de laboratório e de
equipamentos tecnológicos científicos (3).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As avaliações clínicas e cardiológicas constituem ferramentas importantes para
a aptidão do futebolista à prática do alto-rendimento.
Os laboratórios do futebol representam alternativas fundamentais ainda pouco
explorados no Brasil. Ainda é necessária uma mudança de mentalidade do atual
estágio dos clubes do futebol brasileiro. Poupar em até 80% dos músculos e tendões
lesionados, prolongar a “vida útil” das carreiras dos jogadores, aumentar em
50% a média da performance física do grupo de futebolistas, otimizar padrão das
respostas psicofísicas, contar com maior efetivo de jogadores a nível
satisfatório por toda a temporada anual e contribuir significativamente no
desenvolvimento atlético do jovem atleta são alguns exemplos que podem ser
conquistados também pelos clubes brasileiros.
REFERÊNCIAS
1.
A.C.MILAN. Disponível em . Acesso em 16/12/2011.
2.
DECHICHI, C. Prevenindo e minimizando lesões no futebol. 03/04/2009. Disponível
em . Acesso em , 17/12/2011.
3.
LABEX-UNICAMP. Disponível em . Acesso em 12/11/2011.
4. Milan
Lab. Disponível em . Acesso em 15/12/2011.
5. Milan
Lab. Disponível em . Acesso em 23/11/2011.
6. Milan
Lab. Disponível em . Acesso em 03/01/2012.
7. O
Milan Lab. Disponível em . Acesso em 23/11/2011.
8.
Segredo de Laboratório. Disponível em . Acesso em 15/12/2011.
Clodoaldo Dechichi
OBRIGADO PROF. CLODOALDO DECHICHI POR ESSA GRANDE PUBLICAÇÃO...